sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

POR QUE APRESENTEI O PROJETO QUE CRIA O BANHEIRO UNISSEX:

1º) O cartunista Laerte Coutinho, da Folha de S. Paulo, entrou, vestido de mulher, no banheiro feminino de uma padaria em São Paulo.
2º) Uma senhora, acompanhada da filha de 10 anos, que estava nesse banheiro, reclamou da presença dele.
3º) Laerte, que diz ter dupla identidade sexual, se acha no direito de entrar no banheiro feminino, por estar vestido de mulher e por se sentir mulher.
4º) Em outros locais, travestis já entraram em banheiros de uso exclusivo das mulheres, causando constrangimento.
5º) A coordenadora estadual de políticas para a diversidade sexual, Heloísa Alves, da Secretaria Estadual de Justiça, ligou para o dono da padaria para dizer que ele feriu a lei estadual 10.948/2001, que trata da discriminação sexual, por pedir que o cartunista não usasse mais o banheiro das mulheres.
6º) Mesmo que um homem se sinta mulher, tenha desejo de mulher, se vista como mulher e use nome de mulher, geneticamente ele é homem.
OBJETIVOS DO MEU PROJETO:
1º) Evitar que homens, alegando sua orientação sexual, possam constranger nossas mães, esposas e filhas, frequentando o banheiro feminino.
2º) Afastar o risco de um homem mal intencionado, se dizendo homossexual, vestido de mulher, entre no banheiro das mulheres.
3º) O ideal é que homem use o banheiro masculino e mulher, o banheiro feminino, mas, como nem todos querem agir assim, que haja então o banheiro UNISSEX, para pessoas de qualquer orientação sexual.
O QUE DIZ O MEU PROJETO:
1º) Nos locais onde houver banheiros masculino e feminino, será criado o banheiro UNISSEX, de uso facultativo.
2º) O banheiro UNISSEX poderá ser frequentado por pessoas do sexo masculino e feminino ou de qualquer orientação sexual, entre eles homossexuais, bissexuais e travestis.
3º) Os homossexuais do sexo masculino, além do banheiro UNISSEX, poderão usar o banheiro dos homens.
4º) As homossexuais do sexo feminino, além do banheiro UNISSEX, poderão usar o banheiro das mulheres.
5º) No banheiro UNISSEX, as crianças só terão acesso acompanhadas de seus responsáveis.
Tenho respeito muito grande pela figura humana dos homossexuais, porém muitos deles não respeitam a sociedade nem os bons costumes, e se colocam acima do bem e do mal. É por isso que apresentei este projeto.

CARLOS APOLINARIO
Vereador

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Meu projeto mantém banheiros masculino e feminino, e cria o unissex para evitar constrangimento às mulheres

Este projeto de lei visa manter os bons costumes, garantir direitos e, ao mesmo tempo, proteger a sociedade contra essa opressão (chamada de “direito”) representada pelo uso de banheiro feminino por homens que se dizem indefinidos quanto à idenitidade sexual.

PROJETO DE LEI N.º  36 / 2012

“Dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação dos Banheiros: “Masculino, Feminino e Unissex” em shoppings, supermercados, restaurantes, cinemas e locais de diversões e dá outras providências”.

A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO DECRETA:

Art. 1º - Ficam os Shoppings Centers, supermercados, restaurantes, cinemas e locais de diversões, no âmbito do Município de São Paulo, obrigados a instalar banheiros masculino, feminino e unissex .
§1º - No banheiro unissex é proibida á utilização por criança, exceto se devidamente acompanhada dos responsáveis legais.
Art. 2º - Todos os banheiros devem estarem de acordo com as Normas da Vigilância Sanitária Municipal, e a sua utilização deverá ser gratuita.
Art. 3º - Nenhuma construção ou reforma de Shoppings Centers, supermercados, restaurantes, cinemas e locais de diversões no âmbito do município de São Paulo será licenciada, se o projeto não contemplar o disposto no Art. 1º desta lei.
Art. 4º - As despesas decorrentes da execução desta lei serão suportadas por dotações orçamentárias próprias.
Art. 5º - O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo máximo de 90 (noventa) dias, a partir da data da sua publicação.
Sala das Sessões,

CARLOS APOLINARIO
VEREADOR


JUSTIFICATIVA
Ainda que muitos não concordem, homens e mulheres têm o direito inalienável de seguir esta ou aquela orientação sexual. É o que se chama livre arbítrio. Mas os direitos de uns não podem ferir os direitos de outros. É assim em todas as sociedades civilizadas e democráticas. Impor o seu direito aos demais é ditadura, o que não pode ser tolerado. É o caso de homens que já utilizam o banheiro feminino sob o argumento de que se identificam com o outro sexo, ou seja, se sentem mulheres.
Segundo a Folha de S. Paulo do dia 27 de janeiro de 2012, o cartunista Laerte Coutinho decidiu acionar o dono de uma padaria em São Paulo que o repreendeu por utilizar o banheiro feminino. Tal fato aconteceu após uma senhora ter reclamado da presença de Laerte no banheiro feminino do estabelecimento, onde também estava sua filha de dez anos de idade.
O jornal diz que Laerte utiliza o banheiro feminino porque se define com “dupla cidadania”. Para ele, a escolha do banheiro depende de como está se sentindo no dia (homem ou mulher). Se a moda pega, qualquer pessoa que se declarar homossexual,ou estiver vestido de mulher, poderá entrar no banheiro feminino, constrangendo senhoras, adolescentes e até crianças.
Este projeto de lei visa manter os bons costumes, garantir direitos e, ao mesmo tempo, proteger a sociedade contra essa opressão (chamada de “direito”). Se a escolha do banheiro feminino depender do livre arbítrio de homens indefinidos quanto à identidade sexual, nossas mães, esposas, filhas e netas não terão mais tranquilidade para frequentar um banheiro público. Com a aprovação deste projeto, estaremos mantendo a boa convivência entre todas as pessoas, independentemente de suas preferências sexuais.

CARLOS APOLINARIO
Vereador

Cartunista vai à Justiça para ter direito de usar banheiro feminino - VAMOS REAGIR ANTES QUE SEJA TARDE

Segundo a Folha de S. Paulo, o cartunista Laerte Coutinho foi repreendido pelo dono de uma padaria por ter usado o banheiro feminino. Tal fato aconteceu após uma senhora acompanhada da filha de dez anos ter feito a reclamação. Segundo o jornal, Laerte reclamou no Twitter. E, além de receber apoio das ONGs que defendem o direito dos homossexuais, o que já era esperado, a mesma reportagem informa que a coordenadora estadual de políticas para a diversidade sexual, Heloísa Alves, ligou para o dono da padaria, dizendo que ele feriu a lei estadual 10.948/2001, que trata da discriminação sexual.
Laerte diz que pretende acionar a lei. Ele, que se define com dupla cidadania , diz que a escolha do banheiro depende de como está se sentindo no dia -- homem ou mulher. Em que pese o respeito que tenho pela pessoa humana do homossexual, conclamo a todos: vamos reagir antes que seja tarde, pois os homossexuais se consideram acima do bem e do mal. Querem impor à sociedade um cala boca total contra quem discordar de qualquer ato praticado por eles.  Subvertem, assim, os bons costumes e constrangem toda sociedade, que querem ver calada diante dos seus excessos.
Tenho informações de que fatos como este vêm ocorrendo em outros locais públicos. Se a moda pega, qualquer pessoa que se declarar homossexual, ou estiver vestido de mulher, poderá entrar no banheiro feminino, constrangendo senhoras, adolescentes e até crianças. A sociedade não pode ficar calada diante desta opressão (chamada de “direito”). Temos que repudiar este tipo de comportamento, em defesa de nossas mães, esposas, filhas e netas. Caso contrário, elas não terão mais tranquilidade para frequentarem um banheiro público. VAMOS REAGIR ANTES QUE SEJA TARDE.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Defenderei a sociedade como um todo, mas não deixarei de lutar para regularizar a situação das igrejas

Inúmeras vezes, ocupei a tribuna da Câmara Municipal para afirmar que mais de 90% das atividades em nossa cidade são irregulares. Em 9 de novembro de 2011, a Câmara aprovou uma lei sobre a licença de funcionamento. O projeto foi aprovado com a votação favorável de 46 dos 55 vereadores. Apenas eu votei contra. Não por considerá-lo ruim, mas porque, em nenhum momento, esta lei trata de igrejas, templos e locais de cultos religiosos.
Com a aprovação desta lei, a Câmara Municipal deu um passo importante para permitir a regularização das atividades comerciais, industriais e de serviços, concedendo a todos os setores que recolhem tributos a oportunidade de se regularizar em até quatro anos.
Temos que reconhecer a importância do comércio, da indústria e do setor de serviços, mas não podemos abrir mão de defender também a regularização das igrejas, não somente em benefício daqueles que as frequentam, mas para o bem de toda a sociedade, pois a regularização resultará em locais mais seguros e que funcionem dentro da lei.
As igrejas, mesmo não sendo um setor que gera recursos para a prefeitura, prestam um serviço social e espiritual que dinheiro nenhum pode pagar, como a divulgação do Evangelho para todas as categorias sociais, além de contribuir para a restauração de casamentos, educação de crianças e adolescentes, e o resgate de pessoas que vivem à margem da sociedade, como o alcoólatra, o drogado, a prostituta, o detento, o menor infrator e o morador de rua, entre tantos outros.
As igrejas, desde a sua origem, têm por objetivo atender os mais necessitados, tanto do ponto de vista social quanto espiritual. Todas as religiões prestam esse tipo de atendimento. Tanto é assim que o próprio poder público mantém convênio com entidades religiosas. Em resumo, a ação social da igreja, embora não gere aumento de arrecadação, beneficia toda sociedade.
Mas, infelizmente, no mundo em que vivemos, as pessoas só se preocupam com o aumento da arrecadação. A Câmara Municipal deve defender a sociedade como um todo, mas, em momento algum, deve deixar de lutar para regularizar a situação das igrejas em nossa cidade. 
Carlos Apolinario
Vereador (DEM)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Imprensa acompanhou a aprovação da lei sobre licença de funcionamento

Segue a reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo a respeito da votação do projeto de lei que cria o auto de licença de funcionamento condicionado:

Câmara dá anistia de 4 anos ao comércio

Por Diego Zanchetta

Cerca de 1 milhão de comerciantes irregulares de São Paulo vão ter direito a um alvará provisório de até quatro anos. O benefício também será concedido a quem está inadimplente com tributos municipais, o que não estava previsto inicialmente no projeto aprovado ontem à noite por 46 dos 55 vereadores paulistanos. O prefeito Gilberto Kassab (PSD), um dos mentores da proposta, tem 90 dias para definir como será a concessão das licenças na internet para imóveis de até 1.500 metros quadrados.
Agora, mesmo a loja que esteja dentro de um imóvel irregular que não tenha acesso para deficientes ou saídas de emergência em caso de incêndio, por exemplo, poderá conseguir o alvará. Atualmente, o governo só libera a licença de funcionamento para o comércio depois que o imóvel obtém o Habite-se, o que às vezes leva mais de uma década. Com a nova lei, a Prefeitura terá de explicar ao comerciante o que ele precisa fazer para se regularizar e quais são os prazos 60 dias após a concessão do alvará provisório.
“Muitas vezes o lojista não consegue alvará porque a Vigilância Sanitária ainda não fez inspeção em seu imóvel, por falta de funcionários. Esse comerciante agora não será mais penalizado pela ineficiência do poder público”, disse o vereador Dalton Silvano (PV).
“E muita gente na região central não consegue a licença porque está em imóvel antigo, que não tem saída de emergência, por exemplo. O projeto não é a solução, mas já é um avanço”, disse o economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo.
O projeto foi aprovado mesmo após técnicos da Prefeitura alertarem para o risco de o projeto não resolver problemas que envolvem normas do Código de Obras e da Lei de Zoneamento. “Para o comerciante que está em um prédio de oito andares, em local onde o zoneamento permite só três pavimentos, o alvará provisório não vai resolver nada. Ou o comerciante vai derrubar cinco andares só para obter a licença?”, questionou Carlos Apolinário (DEM), único vereador que votou contra a proposta. Líder da Assembleia de Deus, ele defendia que as igrejas também fossem beneficiadas.
“Toda a legalidade da proposta foi costurada com o Ministério Público e com técnicos do Executivo e do Legislativo. Agora poderemos saber quem está na ilegalidade e quem entra para o mercado formal”, afirmou o presidente da Câmara, José Police Neto (PSD).
O proprietário de comércio que obtiver a licença de 2 anos poderá prorrogar o prazo por 24 meses. O projeto também prevê que esses alvarás condicionados sejam obtidos pela internet para imóveis comerciais. “Os pequenos problemas podem ser resolvidos, como os casos em que o comerciante não consegue alvará por não cumprir um recuo na calçada exigido pelo Código de Obras de 1976. Precisamos agora atualizar essas leis antigas e ver quem pode entrar em definitivo para a legalidade”, disse Chico Macena (PT).
Diretor de uso e ocupação do solo da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, Alfonso Orlandi Neto garantiu que o projeto será sancionado sem veto à possibilidade de o alvará ser emitido aos devedores do Cadin.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Elio Gaspari faz crítica na hora errada

Nesta quarta-feira, 02/11/11, li na Folha de S.Paulo, no caderno Poder, à página A8, um artigo do jornalista Elio Gaspari com o título Lula, câncer, SUS e o Sírio, em que o jornalista, em um momento totalmente inadequado, critica o ex-presidente e o SUS, e faz comparação infeliz entre o tempo para conseguir tratamento no Sírio e no SUS, sem mencionar que, por melhor que seja o atendimento no SUS, nunca será igual a um hospital particular. O jornalista se preocupou em mencionar o prazo para o atendimento e o valor pago no Sírio, e informou que, durante o governo Lula, o número de pessoas que passaram a ter plano de saúde aumentou 15 milhões, sem reconhecer que estes dados demonstram duas realidades. Uma é o mau atendimento do SUS, e outra, a melhora do poder aquisitivo de 15 milhões de brasileiros, que passaram a ter condições de ter plano particular.
Elio Gaspari aproveitou para falar do câncer da presidente Dilma e o do ex-vice José Alencar. E mais: criticou a homenagem que o governo lhe prestou, a dar o seu nome ao Instituto Nacional do Câncer, que é público, com um argumento desproporcional, dizendo que ele nunca pisou lá. O sistema público de saúde é, de maneira geral, ruim em todo o Brasil. Portanto, deve ser criticado em todos os níveis -- municipal, estadual e federal. Porém, se aproveitar de um momento em que o ex-presidente Lula passa por um momento difícil, na luta contra o câncer, é, no mínimo, uma critica na hora errada. É dever da imprensa criticar a má administração, mas é dever também da imprensa respeitar os momentos difíceis, como este em que Lula enfrenta um câncer.

Carlos Apolinario,
Vereador em São Paulo (DEM)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comissão da Câmara rejeita projeto moralizador

Projeto de lei de minha autoria proíbe as contratações e nomeações de pessoas para cargos de livre provimento nas subprefeituras, exceto nos casos de subprefeito e chefe de gabinete. Para todos os demais cargos, a administração pública deve se valer do quadro efetivo ou realizar concurso de provas e títulos. O projeto foi considerado inconstitucional pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal. Lamento por essa decisão, pois o projeto visa moralizar as contrações feitas pela Prefeitura. Estou recorrendo ao plenário, como permite o regimento interno da casa, mesmo sabendo que os vereadores não costumam reverter decisões tomadas pelas comissões permanentes.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lula, candidato a governador ou a senador?

Carlos Apolinario
           
            Logo no inicio do governo da presidente Dilma Rousseff, começaram a especular que, em 2014, o presidente Lula estaria de volta. Porém, a cada dia que passa, a presidente Dilma está se consolidando, tanto internamente como externamente, e fazendo história como a primeira mulher a discursar na abertura de uma assembleia-geral da ONU. Ela foi também capa da segunda mais importante revista do mundo, a Newsweek, e está conseguindo criar um governo com sua cara, sem se afastar do seu criador, que continua como seu protetor. Parece até que os dois combinaram: Dilma cuida do governo, e Lula da política, principalmente cuidando do PT, que dá muito trabalho.
         Como Lula é um ser político e gosta do que faz, ele vem articulando em todo o Brasil as candidaturas do PT e suas coligações. No caso da capital de São Paulo, atropelou até a candidatura da senadora Marta Suplicy, e indicou Fernando Haddad candidato a prefeito. Levando em consideração que Lula não vive fora da política e que Dilma será candidata à reeleição, é difícil imaginar que Lula ficará oito anos sem mandato.
         Nesse sentido, restaria a ele duas hipóteses: ser candidato a governador de São Paulo ou, mais provável, a senador. Até porque, no Senado, já temos dois ex-presidentes -- caso Itamar Franco estivesse vivo, seriam três. O ex-presidente Lula não pode esperar até 2018, quando estará completando 73 anos de idade, para ter um novo mandato, pois, em oito anos, o eleitorado muda muito, o que dificultaria a sua volta.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Folha de S. Paulo" publica entrevista realizada comigo

A reportagem saiu no caderno Ilustrada, coluna Mônica Bérgamo, na edição da Folha de S. Paulo deste domingo, 4 de setembro de 2011:

MÔNICA BERGAMObergamo@folhasp.com.br
APOLINÁRIO NO SALÃO

O vereador que criou o Dia do Orgulho Hétero diz que se casou virgem, lamenta ter sido chamado de "feio" e afirma que é hora de se aposentar

Lalo de Almeida/Folhapress
Carlos Apolinário com seu cabeleireiro, Régis Marciliano, no salão de beleza que frequenta, na zona norte de SP

O vereador Carlos Apolinário, 59, coloca o CD de seu filho, Claudio Apolinário, no som instalado no segundo andar da cobertura de 280 m² em que vive com a mulher, Dalva, no bairro de Santana. Do aparelho surge a voz grave do jovem, que é pastor evangélico, interpretando a canção que fez para o pai: "Papaai, como eu admiro você/ Pois você me ensinou a viver esta vida/ Me ensinou a sorrir, me ensinou a lutar/ Me ensinou a sonhar e até mesmo a chorar/ Papaai...".


 


"Eu não gosto de pensar nisso porque eu não tenho um filho homossexual", diz Apolinário, autor do projeto que criava o Dia do Orgulho Heterossexual, e que foi vetado na semana passada pelo prefeito Gilberto Kassab. Além de Claudio, que é casado e tem três filhos, ele é pai de Carlos Apolinário Junior, solteiro aos 37 anos.


 


"Eu não ia ficar contra o meu filho. Eu continuaria amando. Mas, ainda que fosse uma filha com o namorado: precisa ficar dando beijo de língua na frente da família? Espera eu sair!"
Para o vereador, "os gays viraram uma categoria especial de ser humano. Eles não querem esperar a sociedade evoluir e se acostumar com essa questão, que é nova. Acham que todo mundo tem que engoli-los."


 


Ele troca o CD do filho pelo da mulher. "Aleluia, Aleluia/A Deus Jeová", canta Dalva. "Eu tinha 16 anos quando fui na casa do meu sogro, em Vila Medeiros (zona norte), pedir ela em namoro." Em dezembro, comemoram 39 anos de união. "Eu me casei virgem", diz Apolinário.
Percebe a incredulidade. "Tô te falando que ela foi a primeira!". E única, afirma.


 


"Sou gamado nessa mulher. Ó que bonita que ela tá ainda!" "Ainda?", rebate Dalva, enquanto arruma a mesa do café da manhã. Apolinário toma uma colher de sobremesa de azeite puro. "É a gordura de que preciso no dia." Come frutas e toma Isopure, complexo vitamínico que ajuda a ganhar músculos. Ingere 12 pílulas de ômega 3.


 


Há alguns anos, ele decidiu mudar o visual. "Sabe que já perdi muito voto por isso? As pessoas acham que eu não sou eu. Mas sabe aquelas coisas que te dão vontade de fazer?"
Perdeu 27 kg depois de frequentar uma clínica adventista. Fez cirurgia da vista com laser e abandonou os óculos. Corrigiu as pálpebras. Tirou o bigode. "Aí, olhei no espelho e falei: vou dar um trato no cabelo."


 


É quando surge em sua vida o cabeleireiro Régis Marciliano. "Estou há oito anos com ele. Já troquei de quatro salões atrás dele."


 


Régis já foi citado em vários jornais. O cliente famoso invocava seu nome para provar que, apesar do Dia do Hétero, não tinha preconceito, já que o cabeleireiro é gay.
"Ele me abraça, me beija", repetia. Antes de ir para o seu escritório no edifício Joelma, no centro, o vereador concorda em dar uma passada no salão de Régis. "Eu só peço que vocês não o fotografem. Os gays radicais podem fazer passeata em frente ao salão." Apolinário dirige uma perua Toyota blindada.


 


"Convivo aqui com 12 gays, toda sexta (dia em que Apolinário faz mão, pé e massagem relaxante). Me beijam, me respeitam, eu os respeito." Um profissional o cumprimenta.
"Esse é gay. Nem parece, né?", cochicha. Régis se aproxima. Se beijam no rosto.


 


O cabeleireiro não vê problema em ser fotografado. "Eu adoro o Apolinário. Eu sempre falo: "Gente, se tem o dia do gay, do negro, do índio, desse povo todo, por que não o do hétero?"
Mas Régis é contra todas as datas. "No Dia do Hétero, a gente vai comemorar o quê, Apolinário?" "Régis, o Dia do Hétero é uma besteira. Eu apresentei para discutir os excessos dos gays. Mas respeito o ser humano gay."


 


Régis conta que já sofreu agressão e que, na década de 80, gay "tinha que correr da polícia". Hoje, diz, "não mais". É por isso que ele é contra a Parada Gay. "Eu ia porque o gay tinha uma causa. Hoje não precisa. Tá na novela, nos shoppings. A Parada tem um sentido puramente comercial." Para Apolinário, "tirando aqueles casinhos na avenida Paulista, não tem mais agressão a gay"


 


Apolinário se despede: "Eu não te disse que meu cabeleireiro era um doce?".


 


Na polêmica do Dia do Hétero, o novelista Walcyr Carrasco escreveu em seu blog que "esse tipo de projeto sempre é inventado por gente feia". Outro jornalista disse: "A julgar pelo resultado daqueles cabelos negros [de Apolinário] como a graúna", seu cabeleireiro era um "profissional de duvidosa competência".


 


"Eu não me acho bonito. Mas eles estão me discriminando. Isso é argumento?" Além dos gays, diz, "tem discriminação com o gordo, o negro, o feio, o religioso. Eu sou o cara mais discriminado, sabia? Sempre escrevem 'Apolinário, evangélico'".


 


Diz que decidiu disputar eleições porque via os políticos fazerem campanha na igreja Assembleia de Deus da Vila Medeiros, que frequentava. "Eles sumiam depois. Pensei: por que não um candidato da própria igreja?"


 


Foi eleito deputado estadual, federal, vereador. Chegou a governar o Estado em 1992, quando presidia a Assembleia Legislativa e substituiu o então governador Fleury por dez dias.


 


Já na política, comprou a Rádio Vida. E arrenda a Rádio Musical, cujos horários aluga para igrejas evangélicas. Já teve programa nas emissoras. Na época da campanha, cabos eleitorais distribuem seu material "nas 20 mil igrejas evangélicas de SP". Ele explica: "Igreja católica tem uma em cada bairro. Se todos quiserem rezar, não tem lugar. Na favela você entra e tem meia dúzia de igrejas evangélicas. Sempre vai ter uma cadeirinha para o fiel que queira ir ao culto."


 


Ele diz que, no próximo ano, vai se aposentar. "Político virou sinônimo de tudo o que não presta. Um erra, todos pagam." Em 2010, foi considerado o pior vereador de SP pelo Movimento Voto Consciente. Tirou 0,42 na avaliação dos 20 projetos de sua autoria.


 


A imprensa, diz, "tem parcela de responsabilidade. Se um político tem um projeto bacana, ninguém fala. Se outro faz coisa errada, vira manchete". Conta que, numa entrevista a uma rádio, o locutor perguntou: "O senhor não tem nenhuma ideia melhor que o Dia do Hétero?".
"Tenho", respondeu. "Mas vocês só perguntam disso!"


 


Aprendeu com os anos que sucesso mesmo fazem propostas como o Dia do Hétero, que virou notícia até na americana Fox News.


 


Deu trabalho passar o projeto na Câmara Municipal. Os 55 vereadores têm um acordo informal para que todos aprovem duas propostas de cada um deles por semestre, num total de 110 -muitas são votadas sem que a maioria saiba de que tratam.


 


O projeto de Apolinário, de 2005, nunca entrava em pauta. Ele então se rebelou. E se inscreveu para comentar todos os projetos dos colegas, cada um durante meia hora. Em uma semana, falaria por 20 horas. Nas primeiras duas horas, venceu pelo cansaço. E o Dia do Hétero foi aprovado.


 


Com o veto do prefeito Gilberto Kassab, ele considera o assunto "encerrado". Vai agora lutar pela proibição da Parada Gay na avenida Paulista.

" Convivo aqui com 12 gays, toda sexta. Me beijam, me respeitam, eu os respeitoEu não te disse que meu cabeleireiro era um doce?"


" Eu disse ao pastor: o senhor gasta R$ 400 mil [em quatro anos de despesas da igreja] para dizer que Jesus é bom. Eu, R$ 200 mil na eleição pra dizer que sou bom"

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lobby dos gays

No dia 2 do mês de agosto, a Câmara aprovou o Dia do Hétero, e no dia 3 o departamento SGP 23, responsável pela finalização do processo legislativo, encaminhou para o presidente o ofício CMSP 2701/ 2011, com cópia autenticada com prazo de quinze dias para deliberação do prefeito. Porém, segundo informações do SGP 23, o presidente fez questão de levar pessoalmente o projeto ao prefeito. Aqui cabem algumas perguntas:
        
         1) Por que o presidente foi pessoalmente levar o projeto?
        2) Por que o presidente demorou dez dias para encaminhar o projeto ao prefeito?        
         3) Por que o projeto só foi encaminhado ao prefeito após a reunião do presidente com os representantes dos gays?
        
         É importante deixar claro que não é normal o presidente levar projetos de vereadores ao prefeito, principalmente tendo ele posições públicas contra o projeto. Este tipo de comportamento não é o que se espera de um presidente da Câmara Municipal de São Paulo.



Carlos Apolinario
Vereador em São Paulo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

FOTOS PARA SEGURANÇA OU HUMILHAÇÃO NAZISTA?

       Tenho acompanhado pela imprensa as denúncias de corrupção ocorrida no Ministério do Turismo, demonstrando que há um grande esquema de roubalheira. Entendo que, para combater a corrupção, são importantes as ações do Ministério Público, da justiça, da polícia e, principalmente, da imprensa, que presta  um grande serviço ao País, trazendo ao conhecimento da população os desmandos e a corrupção cometidos por nossos governantes, muitas vezes andando na frente do Ministério Público e da polícia. Aliás, é fato que muitas  denúncias só vão  para a frente por causa da imprensa, que, de forma democrática, investiga e denuncia os corruptos.
         Creio que todos os  corruptos devem ir para a cadeia, porém devemos obedecer aos princípios legais tanto da Constituição como do Código Penal, pois toda prisão deve ser compatível com a democracia. Por isso, o que me deixa perplexo é ver estampado nos jornais fotos dos presos pela Policia Federal sem camisa, me fazendo lembrar dos judeus presos pelos nazistas.
         Cabem aqui algumas perguntas: é normal tirar fotos de presos sem camisa? Quem mandou tirar as fotos? Quem fotografou? Em vez de procurarmos estas respostas, ficamos procurando quem vazou as fotos. Mesmo que todos mereçam ser presos, ninguém poderia concordar com essa humilhação nazista. Até hoje, não vi nenhum órgão de imprensa ou articulista político demonstrar indignação com essas fotos.
         É uma vergonha, repito, ver estas fotos nos jornais, parecidas com as de campo de concentração nazista. Mesmo querendo ver os corruptos na cadeia, desejo, de forma democrática, me manifestar contra tirar fotos de pessoas sem camisa, pois só assim poderemos aplaudir as ações da polícia.


Carlos Apolinario
Vereador em São Paulo (Dem)

domingo, 14 de agosto de 2011

A luta continua

Ao ler, na imprensa, que o prefeito Kassab vetará o Dia do Hétero, considerei uma atitude lamentável, até porque o prefeito me havia dado a palavra de que não sancionaria nem vetaria o projeto, deixando para a Câmara promulgar. Porém não fiquei surpreso. Eu tinha certeza de que ele seria pressionado pelos gays e iria voltar atrás na palavra dada a mim.
Antes de ser pressionado pelos gays, Kassab declarou à imprensa que o Dia do Hétero não incentivaria a homofobia, e disse que era mais um dia, como outro qualquer. Após ser pressionado pelas entidades do movimento gay, mudou de ideia e declarou que o hétero é maioria, não é vitima de violência, não sofre discriminação, preconceito, ameaças ou constrangimento, e não precisa de dia para se afirmar. Cabe aqui uma pergunta: por que o prefeito mudou os argumentos após ser pressionado?
O prefeito tem o direito constitucional de vetar ou sancionar uma lei, mas, na política, é importante dar a palavra e cumprir. Também não é novidade que o prefeito tenha compromisso com os gays. Ele tirou a Marcha por Jesus e a Cut da Paulista, com o argumento de que, na região, há muitos hospitais. Mas manteve lá a Parada Gay! É mais fácil tirar Jesus da Paulista do que os gays...
O prefeito também fez convênio com o Casarão Gay da Frei Caneca e tramita na Câmara um projeto do prefeito Kassab que é um verdadeiro tratado em favor dos gay. Também há uma secretaria criada especialmente para cuidar do tema diversidade.
Mas, mesmo o prefeito vetando a lei que cria o Dia do Hétero, a luta continua, pois continuarei, democraticamente, combatendo os excessos e privilégios dados aos gays. A data em si não tem nenhuma importância. Por isso, pretendo continuar chamando a atenção da sociedade para o excesso de leis que tramitam nas câmaras municipais, assembleias legislativas e Congresso Nacional transformando os gays numa categoria especial de pessoas.
E também alertando a sociedade contra esta grande mentira, que vem sendo dita pelos gays e repetida pela mídia e por formadores de opinião, dizendo que os gays são discriminados e perseguidos, quando, na verdade, querem nos calar, implantando uma verdadeira ditadura gay, pois eles se consideram intocáveis. É importante ficar claro que ser gay é um direito, não um privilegio.



sábado, 13 de agosto de 2011

As razões que me levaram a propor a criação do Dia do Orgulho Hétero


A Folha de S. Paulo publica nesta sábado, 13 de agosto de 2011, artigo de minha autoria sobre a criação do Dia do Orgulho Hétero.

TENDÊNCIAS/DEBATES

A criação do Dia do Orgulho Hétero incentiva a homofobia?

NÃO

Os intocáveis

CARLOS APOLINARIO

Não é verdade que a criação do Dia do Orgulho Hétero incentiva a homofobia. Com a aprovação da lei, meu objetivo foi debater o que é direito e o que é privilégio.
Muitos discordam do casamento gay e da adoção de crianças por homossexuais, mas lutar por isso é direito dos gays. Porém, ao manterem apenas a Parada Gay na avenida Paulista, estamos diante de um privilégio. Com privilégios desse tipo, a sociedade caminha para o endeusamento dos homossexuais.
Parece exagero, mas é disso que se trata quando a militância gay tenta aprovar no Congresso o projeto de lei nº 122, que ameaça a liberdade de imprensa. Se essa lei for aprovada, caso um jornal entreviste alguém que fale contra o casamento gay, poderá ser processado.
Os líderes do movimento gay querem colocar o homossexualismo acima do bem e do mal. E mais: se colocam como vítimas de tudo.
Dá até a impressão de que, em todas as ruas do Brasil, tem alguém querendo matar um gay. Dizem que a cada 36 horas um gay é assassinado no país apenas por ser gay.
De onde vem essa estatística? De algum órgão público? Com certeza, não. Os números apresentados não têm comprovação; por isso, desconfio de sua veracidade.
O que vem acontecendo é que, quando matam ou agridem um heterossexual, não se faz nenhuma menção sobre a sua condição sexual. Se for um gay, a própria mídia diz: mais um gay foi assassinado, independentemente dos motivos e das circunstâncias do crime.
Em fevereiro, seis jovens espancaram um homem perto da Paulista. Na mesma época e na mesma região, quatro jovens agrediram outros três. A repercussão dos casos foi diferente. O primeiro teve pouco destaque. Já a agressão aos jovens é até hoje noticiada como exemplo de intolerância. No primeiro caso, a vítima apanhou por ser nordestina.
No segundo, porque foram consideradas homossexuais. São dois pesos e duas medidas.
Quase todos os dias, ouço os representantes dos gays dizerem que são discriminados. Confesso que não tenho visto por parte da sociedade essa discriminação contra a figura humana do gay. Pelo contrário.
Vejo nas novelas e na imprensa um tratamento especial dos gays.
Na verdade, o que eles chamam de discriminação é a reprovação da sociedade contra os excessos cometidos em público. Alguns se acham no direito de se excederem em público, e ninguém pode falar nada.
É o caso de dois gays que se beijaram num restaurante de forma ostensiva: o garçom pediu moderação e, depois, 20 casais gays entraram no estabelecimento e fizeram um "beijaço" em protesto.
Isso deixa claro que os movimentos gays querem impedir qualquer manifestação contrária a seu comportamento. Podemos, democraticamente, falar mal do casamento hétero e criticar políticos, padres, pastores e igrejas, só não podemos dar opinião sobre o homossexualismo e o comportamento dos gays.
O fato é que a sociedade está acuada diante do ativismo gay. Devemos combater a homofobia, mas não podemos esquecer que tão grave quanto a homofobia é a heterofobia. Esse é o debate que levantei ao aprovar o Dia do Orgulho Hétero, pois meu objetivo foi protestar contra privilégios e excessos praticados pelos gays.
Sempre respeitarei a figura humana do gay, pois, como cristão, respeito o livre-arbítrio. Mas a sociedade precisa acordar, e não pode aceitar calada que, sob pretexto de buscar direitos, seja criada uma classe especial de pessoas, os intocáveis que hasteiam a bandeira gay e que quebram o mastro da bandeira da democracia.

CARLOS APOLINARIO, vereador em São Paulo pelo DEM, é autor da lei que cria o Dia do Orgulho Heterossexual. Foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e deputado federal.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pressionados pela militância gay, líderes do PT e do PSDB se unem contra o projeto do Dia do Hétero

Abaixo, reportagem publicada em 09/08/2011, a respeito do projeto que criou o Dia do Orgulho Heterossexual:


Vereadores agora querem desaprovar dia do hétero

José Benedito da Silva, da Folha de São Paulo.

         PT e PSDB se articulam para convencer o prefeito Gilberto Kassab (PSD) a vetar o projeto que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, aprovado na Câmara paulistana há menos de uma semana.
         Juntos, eles têm 18 dos 55 votos -para manter um veto, são necessários 19. O gesto do prefeito tomou peça-chave para resolver a crise política iniciada após a aprovação da proposta, do vereador Carlos Apolinano (DEM).
         A aprovação foi simbólica - em tese, de toda a Casa, já que não há o voto individual. Na prática, os dois partidos têm responsabilidade na aprovação. O PT podia ter pedido votação nominal e abriu mão. O PSDB se omitiu. A mílitância gay cobrou.     Hoje, os líderes dos dois partidos - Italo Cardoso (PT) e Floriano Pesaro (PSDB) se reúnem com entidades LGBT para discutir como impedir que o projeto vire lei. A saída mais à mão é convencer Kassab a vetar. Mas há outra opção : Kassab não veta nem sanciona, e o projeto volta ao Legislativo para sanção automática - a Câmara não pode vetar projeto que ela mesmo aprovou.
         Com isso, a alternativa restante seria votar outro projeto revogando a lei, o que seria embaraçoso para a Câmara. O presidente, José Police Neto (sem partido), que é contra o Dia do Orgulho Hétero, diz que irá à reunião, mas que não pode pedir a Kassab que vete projeto aprovado pela Casa que preside. “Não faz nenhum sentido.”
         A Câmara optou pela votação simbólica para tentar encerrar um impasse que vinha se arrastando desde junho. Parte da Casa - PT à frente - não queria votar o projeto de Apolinario, que, em represália, obstruía as votações.
         Na quarta-feira passada, o líder do PT jogou a toalha. Aceitou não pedir votação nominal e só manifestou a contrariedade da bancada. Os tucanos não fizeram o mesmo. Segundo Pesaro, a bancada estava desmobilizada, pois naquele dia só havia previsão para decidir projetos em primeira votação , o que não era o caso da proposta.

“Ridículo”

         Em entrevista ao programa "Hebe" (Rede TV), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que considera o projeto “ridículo”. “Você faz isso [criar um dia] para defender uma minoria que está sendo discriminada 0 heterossexual não está sendo discriminado.” (Colaborou Aguirre Talento)


Dia do Hétero - Legislativo deve ser independente

Tomei conhecimento, através da imprensa, de que vereadores, por imposição da militância gay, pretendem ir até o prefeito Gilberto Kassab para pressioná-lo a vetar o projeto que criou o Dia do Orgulho Hétero. Segundo a reportagem, os militantes gays pressionaram o líder do PT e o líder do PSDB. Ao ler a notícia de que vereadores pedirão o veto do prefeito, fiquei estarrecido. Afinal, com essa atitude, a Câmara demonstra incapacidade de resolver seus próprios problemas.
         Eu também poderia ir até o prefeito com alguns vereadores e com pessoas que me apoiam, e pedir a sanção do projeto. Mas preferi deixar a decisão para o prefeito, sem fazer nenhuma pressão.
         Também é preciso deixar claro que a Câmara tem 55 vereadores e eu sou apenas um deles. E o que alguns vereadores chamam de obstrução é o fato de eu ter ido para a tribuna discutir os projetos que estavam na pauta.
         Infelizmente, todos os projetos de vereadores são votados de forma simbólica, e quando um vereador decide discuti-los em plenário é acusado de fazer obstrução. É por isso que se aprovam mais de 50 projetos em meia hora, sem que nenhum vereador discuta. O resultado disso é que um grande número de projetos acaba vetado pelo prefeito.
         Caso algum vereador tome a iniciativa de propor a revogação do meu projeto, eu passo a ter o direito de fazer o mesmo com outros projetos já aprovados pela Câmara.


Carlos Apolinario
Vereador em São Paulo